Faz tempo que não posto aqui, então tá na hora de atualizar essa bosta.
Sempre quando eu to mal, eu gosto de escrever, parece que me tira um peso que excede meus limites, logo, é um blog cheio de posts depressivos. :)
Tenho medo que minha vida culmine em um único momento, tenho medo de fracassar. O medo tem regido a minha vida nesses últimos tempos e não sei como reverter esse processo. E não é só o medo que me tem feito refém de mim mesma, mas também a série de coisas na qual eu não consigo me focar, levar adiante e consequentemente fracassar nelas. Nada na minha vida eu posso dizer que conquistei de verdade. Não tenho nenhuma vitória, exceto estar viva, o que não sei se chega a ser algo bom, no momento. Eu só me mantenho viva por causa das pessoas que amo. Se eu fosse uma pessoa egoísta, Deus sabe onde eu estaria.
Ultimamente, com a mudança de ares e minha vida tão movimentada quanto um lago, é difícil não pensar em certas coisas inevitáveis. A minha vontade foi sugada, não tenho mais aquele brilho que tinha quando eu fazia algo produtivo. E pra sair desse buraco, eu realmente não sei como fazer, nem se tenho forças pra isso.
Às vezes acho que sou um empecilho, um peso a mais que as outras pessoas carregam.
Meus amigos viraram história. Simplesmente desapareceram. Poucos restaram.
Não tenho nem mais vontade de fazer novos amigos, nem de tentar cultivar os que perdi.
Não saio mais de casa com frequência. Estou hibernando, quase adquirindo uma síndrome do pânico.
Estou vendo minha vida virando cinzas na minha frente. É como se ela estivesse dentro de um vidro e eu não pudesse fazer nada, porque não tenho forças pra quebrar esse vidro e interferir.
As coisas que me alegravam simplesmente não tem mais o efeito que tinham. E se têm, é por um tempo bem menor do que antes.
Até as coisas que fazia bem, não faço mais, como escrever. Meu vocabulário foi reduzido a pó.
Não tenho mais criatividade pra nada.
Acho que morri e esqueceram de me contar. Ou então tem algo realmente errado comigo.
